Rute se apega a Noemi e mesmo na adversidade não quer abandoná-la à sua própria sorte. Viúva e com seus dois filhos mortos, para Noemi não restavam tantas expectativas de vida, especialmente, num futuro que também se mostrava incerto. O caminho de volta era longo, havia o perigo de salteadores, mas deveriam partir assim mesmo. Pior ainda era a falta de perspectiva para alguém na situação em que se encontrava agora. Belém era seu destino. Dez anos antes, Noemi saíra de lá com marido e filhos. Belém, que significava ‘casa do pão’, estava na época sem pão algum. Entretanto, no lugar em que estava, envelhecida e numa terra estranha, não poderia continuar até morrer longe de sua terra natal. Restava então partir para o antigo lugar, mas com um novo começo. Não sozinha. Rute estava com ela. E em sua terra natal Noemi também conta com Boaz, parente de seu falecido marido. Seu retorno causa grande euforia entre pessoas que a conheceram antes. Não me chamem de Noemi, chame-me Mara. Respondia a...
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